lundi 7 mars 2011

O amor e a paixão

O amor agradece
A paixão cobra
Ele se compadece
Ela, não dobra!

Se a ela cedemos
Lá vem desilusão
Se ele magoamos
Só conhece perdão

Se o dom de poetisa
A língua me daria  
Paixão que escraviza
Ao AMOR converteria!

samedi 5 mars 2011

Bela adormecida

Bela adormecida


Inclinar-se, ajoelhar
Oferecer-se em tesouro
O tempo nos vai talhar
O efémero será duradouro

Princesa noutra era
Hoje caída em desgraça
Dor que o peito dilacera
Diz da alma a sua raça

O grande ego é fatal
E a bela estará perdida
Se houver entrega total
Só a dor ficará adormecida!

Consequência

(foto de Malpica José Cabaço)


Consequência


Aceita meu amor
Esta prova de carinho
Continua sem temor
Segue o teu caminho

Jurámos amizade
Com alguma inocência
Jogo de bastante verdade
Cheio de consequência

Apenas esquecemos
Esse mundo não existe
Sempre que aprendemos
O final nunca é triste!

mardi 1 mars 2011

Férias do Verão





Do Arrabalde até à Mina
O caminho tem saudade
Da Edite e Floriana
Primas, irmãs de verdade

A quem pertences tu, nina?
Perguntavam as vizinhas
Branca aldeia pequenina
À ombreira sentadinhas 

Casas juntinhas caiadas
Acolhedora esta gente
Cordel sem portas fechadas
Era assim antigamente

O sino alegrando o adro:
Confeitos oferecer!
O meu voto mais sincero
Malpica, a ti pertencer! 

Amor secular


Essa paixão que queima
Ao fogo vou devolver
Quero obra que exprima
Nossa força de escrever


Papel enviado dos céus
Belas histórias pueris
Folhas tiradas de véus
Linhas, cores, arco íris


Os anjos anunciaram
Aos quatro cantos, falar
Ventos testemunharam
O nosso amor secular!





A felicidade






A felicidade


De lilás estava vestida
Prometida à primavera
Em finos trajes envolvida
Debruados de quimera

Olhos negros molhados
Brilhando de procurar
E os abraços desejados
Perdidos de tanto esperar

Pensei que enlouquecia
Falava-te e respondias
Tua ausência me aquecia
Alma forte, tu resistias

Um desapego profundo
Era o fio que nos ligava
Inventar o nosso mundo
Milagre que me salvava!  


1.03.11                       

lundi 28 février 2011

ESSE MUNDO



Que mistura serei eu ?
De onde me vem o que penso?
Será que fui eu que inventei
O que tenho no pensamento?

Esta prosa que me escorre
Pelo lápis, pelos dedos,
Que me molha até à alma
Desvendando os meus segredos

Dentro de mim sufocadas
Estão palavras por dizer
Esperam para ser libertadas
Só eu o posso fazer

Estou a falar é evidente
De uma outra dimensão
Que incomoda muita gente
Sabe-se lá a razão

Que ele exista ou não
Esse mundo
Ele já nos cola à pele
Está no ar que respiramos
No fundo
Quem é mais real, nós, ou ele?

E se eu for obrigada
A desdizer o que foi dito
Direi como disse o Sábio

Eu calo, mas esse mundo EXISTE!